O novo caminho para o sucesso.

O segredo das inovações nas startups

As startups estão dominando o mercado brasileiro, isso não é novidade. Segundo a Associação Brasileira de Startups (ABStartups) , o número de startups cadastradas dobrou entre 2012 e 2017, saltando de 2.519 negócios para 5.147. Atualmente, já existem 12 mil empresas de acordo com a entidade. Mas, para alcançar de fato o sucesso, não basta apenas intitular-se como startup, é preciso investir em inovação.

A inovação pode ser reconhecida em outros aspectos importantes como a concepção ou melhoria de um produto, a agregação de novas funcionalidades ou características a um produto já existente, ou até mesmo, um processo que implique em melhorias incrementais e efetivo ganho de qualidade ou produtividade ao negócio.

Porém, para tornarem-se uma startup inovadora, existem alguns desafios que devem ser superados. A maior parte dessas empresas tem dificuldades em alavancar o investimento em inovação, fundamento de existência delas. Benefícios fiscais como a Lei do Bem (11.196/05), por exemplo, têm como objetivo viabilizar a concessão de incentivos fiscais por parte do Governo Federal às empresas que realizarem pesquisa e desenvolvimento de inovação tecnológica (P&DI). Desta forma, é possível investir em inovação e ainda recuperar no mínimo 20.4% desse investimento. No entanto, para usufruir desse benefício, é necessário que as empresas estejam no regime de Lucro Real, Lucro Fiscal, e emitam CND ou CPD-EN (certidões federais).

Já na Lei do Bem existe um mecanismo adicional para apoiar às startups a adquirir recursos financeiros para desenvolver seus próprios projetos. Para uma startup que não tribute no regime de Simples Nacional, é possível participar do sistema da Lei do Bem via parceria com outra empresa que se enquadre aos requisitos da Lei do Bem, em conformidade com o explicitado no anterior parágrafo, através do desenvolvimento do projeto junto com essas empresas. Desta forma, a legislação prevê que as receitas obtidas por essas startups, que sejam oriundas de projetos incentivados pela Lei do Bem, não sejam tributadas; mas para a empresa parceira, o dispêndio que se tenha com a startup torna-se elegível para o principal benefício da Lei do Bem. Objetivando assim fomentar as parcerias em grandes projetos entre startups e empresas de maior porte.

 

Fonte: Jornal Contábil