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Ninguém planeja fracassar; o fracasso só acontece quando não há planejamento

"Ao realizar um planejamento estratégico, as empresas e as entidades sociais têm muito mais chances de alcançar seus objetivos. Por outro lado, se não usarem esse recurso, a chance de insucesso é muito grande". Essa é a visão do professor, palestrante e pesquisador Sérgio Lopes, que têm mais de 50 anos de experiência em assuntos relacionados ao planejamento de todos os portes e segmentos, em especial nas organizações da sociedade civil. 

Em entrevista ao site da JGA Treinamentos e Assessoria Contábil, o renomado professor explica o porquê de se planejar, uma vez que a maneira como uma entidade lida com o seu dinheiro é o fato determinante para manter o equilíbrio não só das contas, mas de todas as áreas, evitando gastos supérfluos e prevendo os custos em um determinado período de tempo, sendo deliberativo para transpor obstáculos e traçar uma trajetória de sucesso do projeto . Confira: 

Como o senhor define planejamento estratégico para as organizações do Terceiro Setor? 

Hoje, para que uma entidade consiga prevalecer no mercado, com uma posição sustentável, é essencial que ela mantenha o foco na essência de suas atividades. É importante salientar que vários fatores, entre eles crise financeira, mudanças nas legislações, expansão de tecnologias, entre outros, podem ocasionar influências negativas ou positivas. Diante dessas intervenções é natural que haja um reajustamento de planos e objetivos. Deste modo, o planejamento estratégico torna-se uma ferramenta para auxiliar a administração de empresas e, claro, entidades do Terceiro Setor, a alcançarem resultados vantajosos, assegurando a continuidade do seu serviço. 

Na prática, um planejamento estratégico é um procedimento para ser seguido e cumprido por um determinado período. Por isso, planejar é um processo detalhista e ininterrupto para se tomar decisões que envolvam riscos e que vão de encontro às expectativas almejadas. Podemos até afirmar que é uma prática imprescindível no meio organizacional, por ser uma ferramenta do presente, com uma visão de futuro. 

Então, para as Organizações da Sociedade Civil, o planejamento pode extinguir fatores que provocam efeitos nocivos? 

Perfeitamente. Com o planejamento em mãos, o gestor pode prever esses efeitos deletérios e enfrentá-los, esboçando um futuro esperado, uma vez que é necessário ter confiança para dar passos à frente em seus processos. Neste aspecto, podemos destacar a análise SWOT, uma alternativa complementar e que melhora o planejamento da organização. 

SWOT é a sigla em inglês para "StrenghtsWeaknessOpportunities, e Threats", que significa "Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças" e essa é uma ferramenta que aprimora o planejamento estratégico, identificando quais são os pontos fortes e fracos dos ambientes analisados, e como esses sinais são importantes para as oportunidades e ameaças externas, auxiliando sobremaneira nos problemas identificados. 

Quais são as etapas necessárias de um planejamento para as associações sem fins lucrativos?

A primeira etapa é a organização: definir claramente sua visão, sua missão, seus valores. Posteriormente, detalhar os objetivos e metas, ou seja, onde se quer chegar e em quanto tempo. Logo após, trabalhar o diagnóstico, que é o SWOT, apresentando os pontos fortes e fracos internos do estabelecimento, bem como o reconhecimento das ameaças e oportunidades que estão no mercado, e que precisam ser distinguidos e trabalhados. A partir daí, é preciso traçar estratégias para análise das situações futuras desejadas. Por sua vez, essas estratégias se transformam em planos de ação, que são executados, acompanhados, avaliados, medidos, revisados e atualizam o planejamento no chamado "ciclo virtuoso". Então, a entidade que absorver essa metodologia e aprender a trabalhar com ela nunca mais deixará de fazer planejamento estratégico, porque essa é uma ferramenta que vai ajudar a definir seu futuro. Construído por meio de uma série de ações orçamentárias e métodos, táticos e operacionais, o planejamento estratégico permitirá que a entidade siga o seu rumo com eficácia, aproveitando da melhor forma os recursos disponíveis e as várias oportunidades que surgirem. 

O Terceiro Setor está em amplo desenvolvimento e em crescente processo de profissionalização.  Então, essa ferramenta já é adotada por muitas Organizações da Sociedade Civil – OSC’s, e nosso objetivo é que mais e mais entidades optem pelo planejamento, porque ele será extremamente útil para o desenvolvimento, aprimoramento, progresso e evolução das entidades. 

Podemos afirmar que este instrumento, para ser eficaz, envolve todos os níveis da organização?

Sim, nós recomendamos sempre que as organizações trabalhem essa ferramenta, no âmbito mais coletivo possível, desde os níveis mais elementares, passando pela equipe técnica, até as posições de diretoria e conselhos formados por pessoas de representatividade na sociedade... Porque cada um dos segmentos da organização tem a sua contribuição para dar. O pessoal de um nível mais elementar enxerga a organização de um jeito, enquanto o pessoal do conselho consultivo, por exemplo, enxerga de outro. Dessa forma, o planejamento ajuda as pessoas envolvidas a contribuírem com seus esforços em prol do que foi planejado à entidade. Esses colaboradores vão se sentir cada vez mais parte da organização. Então, quanto mais elas puderem participar, mais elas se sentirão pertencentes ao processo. Nós evoluímos tanto no assunto planejamento estratégico que já ficou para trás a ideia de caixa preta e planos fechados, que só a diretoria tinha acesso... Hoje é o tempo da participação coletiva, da colaboração, da sinergia, da união de esforços. Todos olhando para o mesmo ponto, objetivos e metas, ajudando a construir uma entidade melhor, mais atuante e ampla, atendendo cada vez mais a população vulnerável, porque é para isso que ela foi constituída.  

Como compatibilizar o orçamento com o planejamento estratégico?

O orçamento executivo é o último módulo do planejamento estratégico. Na prática, ele é o reflexo de todas as projeções realizadas, no que diz respeito aos campos de ação, estruturas, atividades de Marketing, de exploração de mercado, elaboração de projetos, administração e Contabilidade... Todas essas atividades são valorizadas; e essa valorização se chama "orçamento executivo". O orçamento é uma visão do reflexo financeiro do planejamento estratégico, onde a entidade trabalha basicamente com a projeção de receitas, ou seja, quanto a Entidade gasta e recebe dos seus parceiros públicos ou privados, e também por conta das explorações de outras atividades que ela venha desenvolver, como por exemplo, feiras, bazares, cursos de educação complementar e exposições. Todos esses itens alimentam o orçamento no campo "entradas". Por sua vez, há os componentes das despesas, os quais compõem o orçamento na esfera de "saídas", que é relativo às despesas com pessoal, salários, encargos, imóveis, benefícios, manutenção, veículos, materiais de oficina... Todos esses gastos executados pela entidade entram no orçamento, sendo que o resultado final será uma previsão de um superávit ou um déficit. Então, esse orçamento permite que a associação se posicione de um ponto de vista financeiro, perspectivas de projeto e ideias, em termos de realizações. 

O que o senhor recomenda quando o planejamento projeta um déficit orçamentário?

Neste caso, é aconselhável que a entidade revise o seu planejamento para eliminar a deficiência prevista. Não é bom iniciar um trabalho de execução de planos de ação com insuficiência financeira em seu orçamento. É sempre oportuno começar um trabalho com superávit. Para isso, os planos de ação devem ser revistos e reestruturados de acordo com a realidade financeira da organização. Então, esse trabalho todo de planejamento estratégico, diagnóstico, objetivos e metas, planos de ação, execução, avaliação, revisões e orçamentos executivos serão discutidos no curso "Planejamento e Orçamento para as Organizações do Terceiro Setor", a ser ministrado nos dias 26 e 27 de setembro, na sede da JGA Treinamentos e Assessoria Contábil. No treinamento, nós apresentaremos os principais componentes em termos de leis que as organizações precisam cumprir, de algumas situações de mercado que ela não consegue superar por não ter um planejamento estratégico; oportunidades que elas perdem por não ter uma boa estrutura organizacional... Enfim, cobriremos todas essas questões para que no fim do curso, os participantes possam ter uma metodologia completa sobre o tema "planejamento", e ao regressarem às suas entidades, eles possam trabalhar com essa ferramenta. 

Inscreva-se!

Curso: Planejamento e Orçamento para Organizações do Terceiro Setor.

Data: 26 e 27 de setembro de 2019.

Horário: das 8h30 às 18 horas.

Local: JGA Treinamentos e Assessoria Contábil.

Endereço: Rua Tupi, 118, 1º andar – Sala 12 – Santa Cecília. São Paulo/SP.

Telefone: (11) 3660-0590

Mais informações em: www.jgatreinamentos.com.br

 

Fonte: De León Comunicações
Publicado em 05/09/2019