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Entenda como funciona a Economia solidária x Terceiro Setor

Você já ouviu falar em economia solidária? É uma concepção que ultrapassa qualquer prática que vemos no nosso dia a dia – pelo menos, não é comumente visto.

Essa prática vem ganhando cada vez mais destaque diante da atual situação mundial. A economia solidária se caracteriza por ser uma forma de enxergar a produção, troca, consumo e venda de uma maneira cooperativa, visando o benefício de todos de forma democrática e sem que um indivíduo “leve vantagem” sobre os outros.

A economia solidária engloba três principais perspectivas da sociedade:

  • Política: diz respeito a luta por uma sociedade mais igualitária, com base na solidariedade e a na democracia, com planos de médio a longo prazo;
  • Economia: a autogestão é a estrela da vez, dizendo respeito a inexistência de uma hierarquia, já que todos os contribuintes são os líderes e os trabalhadores ao mesmo tempo;
  • Cultura: um meio de posicionar-se e consumir conscientemente, sem beneficiar grandes instituições e nem contendo agentes nocivos à saúde, como os agrotóxicos, e estabelecendo a ideia da cooperação entre as pessoas.

Já o terceiro setor compreende às organizações e entidades sem fins lucrativos que, por uma ausência ou falha de provimento de órgãos ou do próprio Governo em si, eles suprem a demanda popular por algum quesito, e suas atividades continuam em vigor a partir de iniciativas privadas ou até mesmos incentivos governamentais, possuindo grande importância para atingir aspectos e até mesmo lugares que os governantes não conseguiram contemplar.

Para ser caracterizado como uma iniciativa do terceiro setor, mesmo não possuindo fins lucrativos, é visível a participação de empresas privadas no funcionamento dessas organizações, pois elas geram uma responsabilidade social para garantir uma sociedade mais igualitária. Sendo assim, é uma forma do setor privado contribuir para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

No entanto, a economia solidária possui raízes que se opõem à iniciativa privada, visando uma participação dos colaboradores para a autogestão e garantindo uma democracia na qual não se aplique a hierarquia e, dessa forma, iniciar um processo para que a sociedade seja mais igualitária e sustentável, não apenas para o agora, mas objetivando uma conquista com o tempo.

 

Fonte: Gestão Terceiro Setor
Publicado em 09/03/2020