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Conheça o compliance, a LGPD e suas contribuições para as empresas

Sancionada em agosto de 2018, pelo então presidente Michel Temer, a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/18) entrará em vigor em agosto de 2020. Diante deste fato, muitos profissionais têm aplicado esforços para se adequarem ao novo cenário, que altera regras sobre coleta, tratamento, armazenamento e compartilhamento de dados pessoais gerenciados pelas organizações.

Com pouco menos de um ano para se adaptarem à LGPD, as corporações precisam lidar com a tarefa de organizar, reunir e deletar – se preciso – seus dados armazenados. Para tanto, contar com o apoio de todo o time é essencial. Além disso, acionar uma equipe especializada no tema e em todas as exigências da lei pode ser um fator decisivo.

Relação entre a LGPD e o Compliance

Responsável pela conformidade com as leis, o Compliance tem relação direta no cumprimento da LGPD. Isso porque, com a chegada da nova lei, muito da política já implementada nas organizações precisará ser revista, atualizada e padronizada de acordo com a nova norma. Além disso, para uma implementação efetiva, certamente o compliance deve estar presente em todos os processos de adequação, bem como em seu monitoramento.

Para tanto, é necessário a criação de novas regras e procedimentos que sirvam de apoio para facilitar na adaptação aos códigos de conduta e na normatização interna da empresa, a fim de garantir que as normas de compliance sejam efetivamente cumpridas. Além disso, a criação de um comitê, constituído por profissionais de diversas áreas da corporação, como as de tecnologia, jurídica e administrativa, por exemplo, é essencial para uma fiscalização contínua.

Nesse processo, o primeiro passo é entender sobre a Lei e, assim, alinhar com outros profissionais, as medidas que precisam ser tomadas, desenhando um mapa que auxilia na coleta e organização de informações a respeito da empresa e de seu público. Com isso, a adaptação será muito mais assertiva.

O diretor executivo Régis Lima, ressalta a importância de se estar em conformidade com todas as legislações, sejam elas a respeito da utilização de dados de usuários ou de qualquer outra que envolve uma boa conduta corporativa. Para tanto, a elaboração de um plano de governança e a adoção de medidas de compliance devem ser elaboradas e adotados desde agora.

“Além disso, para que essas ações sejam efetivamente realizadas, é essencial a criação de estratégias que transformem toda a mentalidade e comportamento das empresas durante a coleta, armazenamento e descarte de dados, principalmente em relação à coleta indiscriminada de dados, evitando, assim possíveis consequências jurídicas no futuro”, finaliza Lima. 

 

Fonte: Portal Dedução
Publicado em 11/11/2019