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8 de março - Dia Internacional da Mulher: a caminho da igualdade

Dia 8 de março, todo o mundo está comemorando o Dia Internacional das Mulheres. A data remete às lutas femininas por mais direitos e condições de vida e trabalho.

Como disse, certa feita, a estrela de cinema de Hollywood, Marilyn Monroe (1926 - 1962), "Nenhuma mulher deve esquecer que ela não precisa de ninguém que não precise dela". Ela estava certa! Vejamos o porquê.

Histórico

A ideia de criar o Dia da Mulher surgiu no final do século XIX e início do século XX, na Europa e Estados Unidos, no contexto das lutas femininas por melhores condições de vida e trabalho, e, principalmente, pelo direito de voto. A primeira celebração do Dia Internacional da Mulher ocorreu no dia 28 de fevereiro de 1909, nos Estados Unidos. No ano seguinte, no dia 18 de março, o Dia Internacional da Mulher contou com a mobilização de mais de um milhão de pessoas na Dinamarca, Alemanha, Áustria e Suíça. 

Na Rússia, o Dia da Mulher teve seu princípio no século passado, mais precisamente em 1917, quando mulheres trabalhadoras fizeram uma greve pleiteando melhores condições de trabalho. Na ocasião, elas também protestavam contra a participação do País na Primeira Guerra Mundial e queriam a derrubada do Czar Nicolau II, manifestações que, coincidentemente, marcaram o início da Revolução Russa. 

Aos poucos, a data foi ganhando força [e as mulheres também].

Foi em 1975 que a Organização das Nações Unidas - ONU oficializou o dia 8 de março como o Dia Internacional da Mulher. Na prática, a data serve para relembrarmos as lutas sociais, políticas e econômicas das mulheres de todo o mundo.

Pesquisas

No Brasil, de acordo com dados do Sebrae e do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos - Dieese, há 7,5 milhões de empreendedoras. Além disso, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, 37, 5% dos lares brasileiros são sustentados por mulheres. Os números são promissores também nas profissões: na Contabilidade, por exemplo, que até pouco tempo atrás era uma profissão predominantemente masculina, hoje, de um total de 520.563 profissionais ativos no País, 298.164 são homens; enquanto 222.399 são mulheres, de acordo com dados do Conselho Federal de Contabilidade - CFC do dia 7 de março.

Só que, na área de pesquisas, por exemplo, dados da ONU revelam que menos de 30% dos pesquisadores em todo o mundo são do sexo feminino. A entidade afirma, inclusive, que a igualdade de gênero, a qual deve ser considerada um meio fundamental para promover a excelência científica e tecnológica, é um dos maiores desafios deste ano para a Agenda para Desenvolvimento Sustentável – da melhoria do sistema de saúde ao combate da mudança climática.

Dra. Márcia Moussallem, parceira da JGA Assessoria Contábil, socióloga, assistente social, mestre e doutora em Serviço Social, Políticas e Movimentos Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP, afirma que compreender a condição feminina no Brasil e no mundo é analisar criticamente os fatores socioculturais, presentes nos processos históricos das diferentes sociedades. Para ela, os últimos acontecimentos, que não são novos, de estupros coletivos, da violência doméstica, e das agressões diversas contra as mulheres causam repulsa, ao mesmo tempo que mostram à sociedade, por meio das mídias e redes sociais, o machismo e preconceito por parte tanto de homens como de mulheres. "Infelizmente, existem inúmeras raízes extremamente fortes que impedem a libertação integral das mulheres", diz enfatizando que esse cenário só será revertido através de políticas públicas.

Para a dentista Dra. Marlici Kanashiro, cliente da JGA Assessoria Contábil, que também atua na área administrativa da Academia Fit 360, em Santo André-SP, há muito o que comemorar, mas o caminho ainda é longo: "Infelizmente, ainda existe uma desigualdade no mercado profissional, mas com muita determinação e força iremos muito além dessas desigualdades. Já se observa uma melhora sem dúvida, mas o caminho é extenso. Minha luta diária como mulher será para construir um mundo melhor para minha filha, onde ela não necessite enfrentar estes obstáculos e tenha seus direitos como mulher respeitados".

Marcia Moussallem, ainda destacou que a receita para encurtar esse itinerário, é não criar dificuldades para si mesma: "A mulher é bem diferente do homem nos quesitos responsabilidade, jeito, comportamento, mas nós precisamos uns dos outros em todos os sentidos. Infelizmente, além de muitas mulheres sofrerem com violência física, psicológica ou discriminação nos mais variados ambientes, elas também se deparam com a desigualdade na política e no mercado de trabalho, o que é muito prejudicial para toda a sociedade, de forma geral".

Por sua vez, a advogada, Dra. Roberta Cruz Lima, diretora executiva da Associação Melhores Amigos, ou Best Buddies Brazil, entidade esta que foi criada nos Estados Unidos e após 25 anos de atuação, chegou ao Brasil em 2013, tornando-se também, cliente da JGA Assessoria Contábil.
A Dra. Roberta comenta que a situação da mulher brasileira no mercado de trabalho ainda é bem desfavorável quando comparada à dos homens: "Infelizmente, ainda nos deparamos com casos em que a mulher ainda sofre alguns preconceitos e abusos trabalhistas, muitas vezes, pelo simples fato de ser mulher".

Neste sentido, ela faz um apelo às empresas, que, em sua opinião, poderiam colaborar mais com as mulheres, concedendo a licença-maternidade ampliada e parar de criar "competições desnecessárias, afinal, a união faz a força: por mais que nossas vidas sejam construídas com fundamentos individuais, somos seres gregários. Isso significa que necessitamos da assistência das outras pessoas para um crescimento saudável e eficaz".

 

De León Comunicações.
Publicado em 08/03/2019